Na GloboNews, Renata Gil destaca combate à corrupção no Brasil e critica quarentena de juízes como instrumento político
A Operação Lava-Jato foi o tema central do debate promovido pela GloboNews, neste domingo (12), entre a presidente da AMB, Renata Gil; o ex-procurador da força-tarefa Carlos Fernando dos Santos Lima; e o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay). Para Renata Gil, a Operação Lava-Jato foi um grande empreendedorismo jurídico.
“A força-tarefa trouxe investimentos, novos institutos, como os acordos de colaboração premiada. Então tudo isso é uma evolução em termos legislativos e de legado jurídico. A partir de agora, vamos saber como caminhar com as balizas dadas pela Suprema Corte”, analisou.
Quando um dos apresentadores do programa “GloboNews Debate” questionou se a quarentena se faz necessária, diante de acusações de juízes e procuradores acusados de política partidária no exercício das funções, a presidente da AMB foi enfática.
“A quarentena não resolve o problema político do Brasil. A corrupção não é mal só do nosso país, mas um problema endêmico no mundo. Eu acho que a questão da quarentena é muito ligada aos personagens que se apresentaram ao pleito político, que tem legitimidade para isso e que atuaram corretamente, tanto que suas decisões foram chanceladas por cinco anos. Acho que esse debate tem que ser qualificado e no momento certo. Na véspera da eleição, me parece que esse discurso tem endereço. Juízes e promotores são tão qualificados quanto qualquer pessoa que se candidata a cargos públicos e não deveriam ter regra diferida só porque estamos às vésperas de período eleitoral com personagens públicos conhecidos”, ressaltou.
Outro questionamento foi em relação ao suposto problema de diálogos informais entre juízes e promotores, que possam caracterizar politização de determinado caso. Renata Gil respondeu que as pessoas costumam pessoalizar a Justiça.
“O Judiciário brasileiro não se resume a juízes que causaram alguma controvérsia no debate público. Temos 18 mil magistrados e um número gigantesco de juízes criminais, inclusive ameaçados pelas organizações criminosas, e que não estão com seus nomes estampados nos jornais. O que me parece é que esse debate com relação ao Judiciário foi politizado. É importante ser dito que essas conversas cotidianas são naturais. Às vezes podem parecer tendenciosas em algum momento, mas na hora de julgar os juízes são imparciais”, destacou.
Durante o debate, o ex-procurador Carlos Fernando dos Santos Lima elogiou a Operação Lava-Jato. “É uma investigação de sucesso que retornou bilhões de reais para a Petrobras, e descobriu investigações profundas e falcatruas em vários órgãos públicos. Temos arco de corrução descoberto pela Operação que é muito extenso”, disse.
Já o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay), em um dos trechos do debate, disse que a força-tarefa começou muito bem, mas que houve excessos. “Nunca critiquei diretamente sem elogiar a grande vantagem da Operação, que foi desnudar uma corrupção capilarizada. Mas, quando começamos a criticar os excessos da Lava-Jato, houve narrativa inapropriada, em que os detentores de poder da Operação começaram a desqualificar os críticos, como contrários ao combate à corrupção”, afirmou.
Fonte: AMB
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