XXIV Congresso Brasileiro dos Magistrados ressalta democracia, Judiciário forte e valorização da Magistratura

16 de maio de 2022

Foi destaque na última semana o XXIV Congresso Brasileiro de Magistrados (CBM), promovido pela AMB e realizada no Centro de Convenções de Salvador, na Bahia. Ao longo de três dias intensos de homenagens, palestras, painéis e discursos, o evento reuniu mais de 1.700 pessoas, entre magistrados, ministros do STF e STJ, além de parlamentares e membros do Poder Executivo.

Dois magistrados paulistas foram homenageados com a entrega de comendas: o ex-presidente da AMB e da Apamagis Jayme Martins de Oliveira Neto e o presidente honorário da AMB, Guilherme Lopes Lamas. A homenagem a Jayme de Oliveira foi em razão de o magistrado ter sido aprovado, na semana passada, pela CCJ do Senado para um cargo de conselheiro do CNMP. Já o juiz Guilherme Lopes Lamas foi o autor da decisão que garantiu o repasse de R$ 100 mil provenientes de penas pecuniárias ao programa “Nós Por Elas”, da AMB, em prol das juízas afegãs acolhidas em território brasileiro.

Jayme Martins de Oliveira Neto é condecorado pela presidente da AMB Renata Gil

Veja as fotos da homenagem no instagram da Apamagis

Abertura e VTM

Participaram da abertura do evento o presidente do STJ, Humberto Martins; a presidente da AMB, Renata Gil; o governador da Bahia, Rui Costa (PT); o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). “Nossa função, puro sacerdócio, nos exige, além de noites sem dormir, pela responsabilidade de definir o futuro das pessoas e instituições, o respeito a um código de ética severo. Não podemos nos dedicar a qualquer outra atividade que não o ofício de julgar”, afirmou Renata Gil.

A abertura do Congresso também contou com um discurso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ocasião em que abordou a PEC 63/2013, da Valorização por Tempo de Magistratura (VTM). “É preciso o reconhecimento das excepcionalidades da carreira. A legítima reestruturação da Magistratura é necessária para evitar a distorção de um magistrado no início da carreira ter a mesma remuneração que um magistrado no final da carreira.” Leia esta reportagem no site da AMB.

Estabilidade da democracia

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, presente ao Congresso, ressaltou a importância do Poder Judiciário como guardião da democracia. “Cada um de nós, magistrados, tem a sua responsabilidade de garantir a estabilidade do nosso país”, disse. Alexandre de Moraes ainda elencou quais são os três pilares da democracia. “imprensa livre, eleições periódicas e transparentes e Poder Judiciário independente.” Leia esta reportagem no site da AMB.

Eleições 2022

Democracia e eleições também foi tema de um dos painéis do Congresso da AMB, que teve a participação dos ministros Edson Fachin, do STF, e Luis Felipe Salomão, do STJ. Edson Fachin disse que eleição livre é aquela que respeita a vontade do povo. “O ponto central no processo eleitoral é o desafio de respeitar a escolha do povo e assumir e garantir o resultado das eleições de 2022. O desafio é o respeito à soberania popular, à ordem e ao sufrágio universal, mesmo após as eleições.” Leia esta reportagem no site da AMB.

Futuro dos Direitos Fundamentais

Outro ponto alto do Congresso Brasileiro de Magistrados foi o painel sobre o Futuro dos Direitos Fundamentais, que contou com a participação do ministro Dias Toffoli, do STF; do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, e da conselheira da Casa Branca Rosemeire Hidalgo.

Para Toffoli, a garantia dos direitos fundamentais passa pela existência de um Judiciário forte no país. “Falar da independência e da força do Poder Judiciário é garantir direitos. Só há garantia de direitos fundamentais com um Judiciário independente, forte e que respeita as regras do jogo.” Leia esta reportagem no site da AMB.

Conferência Magna

A Conferência Magna do Congresso ficou a cargo do presidente do STF, Luiz Fux, que também aproveitou o momento para exaltar a importância da Magistratura para a democracia e para o Estado Democrático de Direito. “A Justiça é a última porta que o aflito tem para bater. Não há democracia sem Justiça. Onde não há juízes, não há democracia, não há ordem e não há paz.” Leia esta reportagem no site da AMB

Direito e Economia

O painel sobre Direito e Economia teve a participação da diretora jurídica do Banco do Brasil, do desembargador e conselheiro do CNJ Mauro Martins e do deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), que falou sobre a “Lei de Falências”. A diretora jurídica do Banco do Brasil condicionou a garantia de direitos a uma economia forte. “O artigo 170 da Constituição Federal, que trata da ordem econômica, deve ser respeitado. Um país com uma economia fraca não consegue sustentar o fundamento do seu artigo 1º, que é a dignidade da pessoa humana; nem mesmo os artigos 5º, 6º e 7º, os direitos e garantias fundamentais”. Leia esta reportagem no site da AMB.

Ações humanitárias da AMB

O último painel do evento trouxe a defesa dos direitos humanos para o centro dos debates e ainda mostrou algumas das ações da Associação nacional, entre elas o regaste das juízas afegãs.

O ponto alto do painel foi a palestra de uma ativista dos Direitos Humanos, Maha Mono, que viveu como apátrida e hoje se naturalizou brasileira.  “Eu tinha um sonho de pertencimento, de ter um país que me aceite. Depois de ser negada pelo mundo todo, o único país que me acolheu foi o Brasil. O único país no mundo inteiro.” Leia esta reportagem no site da AMB.

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