“As pessoas querem descobrir a verdade”, diz jornalista Luciana Liviero, na série de lives “Casos Midiáticos: Justiça X Imprensa”
Mais uma live da série “Casos Midiáticos: Justiça X Imprensa” foi transmitida no perfil da Apamagis no Instagram nesta quarta-feira (21/7), desta vez com a visão de uma jornalista com ampla experiência nos mais variados veículos de informação. Luciana Liviero, que já foi repórter, apresentadora e correspondente em Brasília e Nova York, falou sobre a relação entre imprensa e Judiciário, pressão da sociedade em grandes julgamentos e sobre a necessidade de adaptar a linguagem jurídica para o melhor entendimento da população.
O evento virtual foi conduzido pela diretora de Imprensa da Apamagis, a juíza Carolina Nabarro Munhoz Rossi, que foi colega de Luciana Liviero na faculdade de jornalismo. A magistrada contou que por conta das duas formações sempre explica aos juízes sobre como funciona o jornalismo, e aos jornalistas, a complexidade do Judiciário. “Quando o caso sai do processo para a vida real e chega à imprensa, fica muito complicado, pois perde-se o controle. O juiz tem impedimentos que a própria Lei Orgânica da Magistratura estabelece. Nós não podemos prejulgar. É muito delicado, e, às vezes, o jornalista não entende muito bem.”
Como apresentadora, Luciana Liviero esteve à frente da transmissão de muitos casos midiáticos, como o do assassinato da advogada Mércia Nakashima, em 2010 (caso que foi tratado em uma das lives. Veja aqui), e do sequestro da jovem Eloá pelo namorado em Santo André em 2008. “São casos que despertam muito interesse e curiosidade das pessoas em saber o que de fato houve. Há um mistério e uma busca por respostas, e as pessoas têm esse ímpeto de tentar resolver, de tentar descobrir a verdade. No fundo é o que todo mundo quer, o jornalista, a Justiça e a população.”
Para Luciana Liviero, a questão da assessoria de imprensa é o atrito constante entre jornalistas e membros do Judiciário. Por conta de empecilhos da própria Lei Orgânica da Magistratura, muitos juízes não estão habituados a falar diretamente com a imprensa, por isso, muitos reclamam quando o jornalista quer falar diretamente com eles. “A assessoria de imprensa vai dar aquele texto padrão. Ela não detém totalmente a informação como um juiz e sabe o que passaram para ela, ou seja, o que já foi filtrado. O jornalista pensa que indo direto à fonte, que é quem tem o poder do que está acontecendo, poderia conseguir uma informação exclusiva por exemplo. A assessoria de imprensa vai dar a mesma informação para toda a imprensa. E todo jornalista quer uma informação exclusiva. Quer uma informação diferente, quer sair na frente.”
A jornalista comentou sobre outra reclamação constante de juízes e de outras fontes: a edição das entrevistas, que privilegia apenas trechos curtos de declarações. “O tempo é tudo no jornalismo, na rádio, na TV e na internet. Se a gente faz uma entrevista, em vídeo, na internet de uma hora, muita gente não vai ver. Agora se o vídeo é curto, ela vê. O tempo do jornalismo é muito valioso. É preciso saber dar uma informação concisa, relevante para a matéria. Uma informação que o repórter precisa para tornar a matéria interessante.”
Para evitar essa insatisfação com a edição, Luciana Liviero disse que “a fonte precisa ter as palavras-chaves na cabeça em 13 segundos. Dessa forma, a probabilidade do mais importante da mensagem entrar na edição é muito maior”. E uma conversa prévia para que a fonte saiba o que o jornalista precisa, que tipo de informação é necessária, também é importante para o bom resultado da entrevista.
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