Presidente do TJSP e corregedor-geral da Justiça participam de webinário da AASP
O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Geraldo Francisco Pinheiro Franco, e o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Mair Anafe, participaram, ontem (28) do webinário “Pandemia e o retorno escalonado ao trabalho presencial”, promovido pela Associação dos Advogados de São Paulo (AASP).
A condução do diálogo entre a Advocacia e o Poder Judiciário foi feita pela presidente da associação, Viviane Girardi, e pela vice-presidente, Fátima Cristina Bonassa, que destacaram pontos de interesse da classe em relação ao regime de trabalho híbrido adotado pelo TJSP. “Sem dúvida a pandemia nos trouxe transformações extremamente importantes e permanentes, que vamos verificar no campo das relações de trabalho. Se vislumbra que o trabalho hibrido vai ser o caminho natural para muitas atividades”, afirmou Viviane Girardi. Por sua vez, Fátima Bonassa questionou a possível barreira digital enfrentada por advogados com pouco acesso à comunicação digital.
O presidente Pinheiro Franco salientou a importância do diálogo entre os atores do sistema de justiça. “Dessas conversas saíram uma série de decisões do TJSP. A partir da experiência dos advogados, do Ministério Público, da Defensoria Pública e etc., junto à nossa experiência, foi possível estabelecer rumos para enfrentar esses 18 meses de pandemia”, disse. Sobre o retorno escalonado ao trabalho presencial, o magistrado ressaltou: “Não é possível imaginar o Poder Judiciário trabalhando 100% remoto, longe dos profissionais do sistema de justiça e do cidadão.
O trabalho presencial voltou para ficar, talvez não no percentual desejado por muitos, mas vamos, em conjunto, chegar a um percentual adequado para todos. O julgamento por videoconferência, a despeito de algumas dificuldades, permitiu que aquele advogado que jamais poderia sustentar sua causa perante o Tribunal, por qualquer razão, pudesse estar em igualdade de condições com todos os demais advogados. Há de se fazer um contraponto entre a necessidade do trabalho remoto e a prestação jurisdicional presencial, igualmente necessária”. O magistrado lembrou que a economia gerada pelo home office possibilita que o Tribunal de Justiça invista em tecnologia e outras formas de aprimoramento da prestação jurisdicional. “Queremos a melhor Justiça, voltada para o cidadão, que é o destinatário de tudo que fazemos”, concluiu.
De acordo com o corregedor-geral da Justiça, desembargador Ricardo Mair Anafe, o Tribunal teve, desde o início da pandemia, uma preocupação enorme com o fluxo jurisdicional, para garantir segurança às partes. “Os problemas que nós temos são mais pontuais. O que o Tribunal busca é verificar qual é a melhor adequação, pois, quer queira quer não, nos modernizamos muito. Foram criados novos hábitos e novas rotinas, para advogados, juízes, funcionários, promotores e todos. O que se objetiva é procurar dar cada vez mais eficiência à prestação jurisdicional, unindo produtividade e qualidade”, declarou.
Mesmo no cenário atual, de retomada das atividades presenciais em maior número e de um possível enfraquecimento da pandemia, o desembargador enfatizou que o momento segue sendo de cautela, para que seja preservada a saúde de todos os que estão nos fóruns. “Estamos vivendo um período de transição, em que são necessárias adaptações e alguns sacrifícios”, finalizou.
Fonte: TJSP
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