Vanessa Mateus fala sobre adesão de cartórios à Campanha Sinal Vermelho, na TV Diário, afiliada da TV Globo, no Alto Tietê

29 de outubro de 2021

A presidente da Apamagis, Vanessa Mateus, falou, nesta quinta-feira (28/10), ao jornal Diário TV 1ª Edição, afiliada da Globo no Alto Tietê sobre a adesão dos cartórios de todo o Estado de São Paulo à campanha Sinal Vermelho. Isso quer dizer que esses estabelecimentos também passarão a receber denúncias de mulheres vítimas de violência, a exemplo do que já é feito em farmácias e no comércio.

Vanessa Mateus afirmou que a adesão dos cartórios é muito importante por serem estabelecimentos presentes em todas as cidades, reconhecidamente lugares seguros, com funcionários bem treinados e com algum conhecimento de Direito. “A vinda dos cartórios e a preparação dos funcionários irão facilitar muito. Uma coisa é a mulher ir a uma delegacia denunciar seu companheiro, abrir um inquérito, uma investigação contra ele. Outra coisa é a mulher ir a um lugar onde ela se sinta segura e tomar uma decisão em que ela será acolhida.”

A presidente da Apamagis ressaltou que os funcionários dos cartórios não serão arrolados nos processos, apenas serão responsáveis por fazer essa ponte entre a vítima e a poder público. “Eles precisam saber que não vão ser arrolados em nenhum processo, em nenhum inquérito como testemunha. Irão simplesmente acionar a Polícia Militar, que está preparada para receber essa denúncia. O segundo passo é que eles saibam agir na hora de receber uma denúncia, por meio da apresentação do sinal vermelho na palma da mão. É importante entender que a mulher, quando decide denunciar, tomou um passo muito importante, e ela precisa ser acolhida. E precisa ser de forma discreta, porque muitas vezes ela pode estar acompanhada do agressor.”

Por fim, Vanessa Mateus chamou a atenção para a importância da ampliação dos canais de denúncia de violência contra a mulher. Para a presidente da Apamagis, sem a denúncia não é possível romper com esse ciclo e impedir o feminicídio. Sem ela, não há nada que o Sistema de Justiça possa fazer. “Quanto mais facilitarmos a formalização dessa denúncia, mais fácil será. E a atuação do Sistema de Justiça é que possibilitará a concessão das medidas protetivas, o afastamento daquele homem do lar, o acompanhamento da família e a proteção da mulher e dos filhos. Quanto mais facilitarmos a denúncia, mais protegidas estarão as mulheres vítimas de  violência”, ressaltou.

Para assistir a entrevista na íntegra, clique aqui.

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