Curso da Apamagis apresenta a música clássica de forma descomplicada; aulas ocorrem às quintas-feiras
Um curso de música clássica que fala sobre o tema de forma leve e informativa, mas sem “musiquês”. Essa é a proposta que o músico e jornalista Flávio Lembo está levando aos associados da Apamagis nos encontros presenciais que ocorrem às quintas-feiras, das 19h às 21h15, na sede social (à Rua Dom Diniz, 29 – Jardim Luzitânia). Serão realizados mais sete encontros do curso “Uma história da música clássica” até o dia 18/6. Interessados em ainda podem participar, encaminhando nome para o e-mail clubedeleitura@apamagis.org.br
A primeira aula, em 16/4, mostrou bem como serão os próximos encontros: descontraídos e repletos de informação. Flávio Lembo projeta vídeos de músicas relacionadas ao tema da aula e explica, faz comentários, aponta referências e contextualiza. A quem quer começar com o curso em andamento, o professor avisa: “No começo da aula, sempre faço um resumo do encontro anterior”. Após a aula, todos recebem material complementar por WhatsApp.
O primeiro encontro começou com foco na música no ano 1000. “Nesse momento, não havia compositores. Eram todos anônimos. A igreja mandava e só havia mulheres no canto coral. Ao longo de 300, 400 anos, as coisas foram mudando devagar”, explicou Flávio Lembo. Os alunos puderam ver, por exemplo, a monofonia no canto gregoriano.

“Nessa época, a Igreja não permitia que homens cantassem determinadas notas musicais. Tinha até o ‘acorde do diabo’”, disse, durante a aula. O trítono é esse som: um intervalo musical de três tons inteiros que produz uma sonoridade dissonante, tensa e instável.
Flávio Lembo falou, também, sobre a participação feminina em corais, que ocorre só por volta de 1.500. E entre as várias referências da aula, apresentou o catalão Jordi Savall, especialista em música antiga, que segue fazendo concertos pelo mundo com instrumentos típicos da época.
O professor também apresentou os instrumentos da orquestra no período abordado em aula. Mais do que apenas dar o nome e apontar seu respectivo grupo, explicou como cada instrumento funciona e, em alguns casos, como é afinado.

“Foi só uma introdução dos instrumentos para as pessoas não se perderem quando entrar a orquestra inteira. Ainda faltou explicar muita coisa, como quem manda em cada instrumento, quem manda em cada bloco, a função do maestro, mas isso a gente vai ver mais para frente, quando as orquestras crescerão de tamanho e de importância, e a importância do maestro aumentará muito”, disse Flávio Lembo.
As aulas percorrerão um caminho cronológico, até chegar ao século 20, que é um ponto de virada. “É um choque, é uma mudança radical”, disse o professor. Se, ao recorrer na música do século 19 há certa unidade, no século 20 não há padrões. “Não tem mais regra nenhuma. A regra é aquela que eu faço. E nos séculos anteriores havia regras”.

Imperdível
Frequentadores da Sala São Paulo e integrantes do Coral Associação Paulista de Magistrados, o Desembargador aposentado Gilberto Ildefonso Ferreira Conti e sua esposa, Maria Regina Conti, aprovaram a primeira aula do curso ministrado por Flávio Lembo.
“Achei muito interessante a maneira como o professor está colocando a história da música clássica: de uma forma bem prática e fazendo uma espécie de mescla entre a descrição em si, a parte teórica, e as projeções, apresentando peças musicais que inicialmente eram apenas cantadas”, disse o Magistrado. “Foi muito produtivo.”
Maria Regina Conti disse que não encontrou a mesma clareza em palestras que havia assistido tempos atrás. “É muito interessante mesmo. E que venham mais participantes, porque é imperdível”.
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