Movimento de 1932 pela democracia e por uma nova Constituição no Brasil é celebrado no TJSP

1 de julho de 2026

Em comemoração aos 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932, o Museu do Tribunal de Justiça, em parceria com a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e com a Assessoria Policial Militar do TJSP, realizou, em 30/6, a tradicional encenação em memória ao movimento marcado por manifestação do Estado de São Paulo reivindicando o fim do governo provisório de Getúlio Vargas, uma nova Constituição e eleições.

Os protestos iniciais dos paulistas, em 23 de maio, culminaram com a morte trágica dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, cujas iniciais formam a sigla MMDC, e foram o estopim da eclosão da Revolução de 32 iniciada em 9 de julho. Ainda na manifestação de São Paulo, o estudante Camargo foi gravemente ferido, morrendo meses depois. Os conflitos se estenderam por quase três meses; no final, oficialmente, houve a morte de 934 pessoas, embora registros não oficiais indiquem 2,2 mil mortes.

O espírito da Revolução Constitucionalista foi sintetizado em uma frase pelo Poeta Paulo Bomfim, que morreu em 2019 e em setembro próximo comemora-se seu centenário de nascimento: “A trincheira de 32 foi a pia batismal da democracia em nossa terra”.

O evento de encenação do movimento foi conduzido pelo Desembargador Francisco Eduardo Loureiro, Presidente do TJSP. O Presidente da Apamagis, Thiago Massad, foi representado pelo Diretor do Departamento de Segurança da Associação, Antonio Augusto Neves, que presidiu o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo em dois mandatos 1984/1985 e 1994/1995.

“Os 94 anos da Revolução de 1932 não são uma comemoração de forças progressistas ou de forças conservadoras, mas sim de forças democráticas. Fomos derrotados no campo de batalha, mas obtivemos uma vitória expressiva, uma vez que, dois anos após o término da Revolução, foi editada uma nova Constituição no país”, afirmou o Presidente do TJSP.

À época do movimento constitucionalista, o então Presidente do TJSP, Manoel da Costa Manso, defendeu em discurso proferido no Tribunal e transmitido por rádio os ideais dos revolucionários. E hoje o pronunciamento está no Museu do TJSP, no Palacete Conde de Sarzedas, assim como o inquérito policial de 23 de maio de 1932. O Museu disponibiliza, ainda, uma exposição virtual sobre a Revolução.

Para o coordenador do Museu do TJ, Desembargador Octavio Augusto Machado de Barros Filho, “nós não queremos apenas guardar na memória, queremos mostrar que estão vivos os princípios democráticos que motivaram essa Revolução”.

Representando a Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel PM Glauce Anselmo Cavalli, o coronel PM Emerson Massera Haddad Ribeiro afirmou, na solenidade: “Se estamos aqui em segurança, com tranquilidade, podendo expressar a nossa opinião, nós devemos isso em grande parte aos fatos ocorridos em 1932”.

 

Presenças na solenidade

 

A Banda do Corpo Musical da PMESP participou da encenação no Palácio da Justiça. E Cadetes da Academia da Polícia Militar do Barro Branco interpretaram cenas que recapitularam momentos da Revolução Constitucionalista.

Ainda estiveram presentes integrantes do Conselho Superior da Magistratura, Desembargadores Silvia Rocha (Corregedora-Geral), Roberto Nussinkis Mac Cracken (Presidente da Seção de Direito Privado) e Luciana Almeida Prado Bresciani (Presidente da Seção de Direito Público); o Subchefe de Gabinete da Defensoria Pública-Geral do Estado de São Paulo, Dener Luiz Silva, representando a Defensora Pública-Geral; o Vice-Presidente e Corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, Desembargador Roberto Maia Filho, representando o Presidente; o Corregedor-Geral da Justiça Militar, Desembargador militar Ricardo Juhás Sanches, representando o Presidente do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo; o Chefe da Assessoria Policial Militar do TJSP, Coronel PM Marco Antônio Pimentel Pires; o Comandante da Academia do Barro Branco, Coronel PM Adalberto Gil Lima Mendonça; o Chefe da Assessoria Policial Civil do TJSP, Delegado Tiago Antonio Salvador; o Presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, Carlos Romagnoli; o Assessor Jurídico Especial da SPPREV, José Carlos Novais Júnior, representando o Presidente; Civis, Militares, Magistrados e Servidores.

*Com informações do TJSP e do Dejesp

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