Domitila Manssur fala da Campanha Sinal Vermelho no jornal da Rede Alesp
A juíza de Direito, diretora do AMB Mulheres e conselheira da Apamagis, Domitila Mansur concedeu uma entrevista nesta sexta-feira ao jornal da Rede Alesp, e o principal tema abordado foi a campanha Sinal Vermelho, do Conselho Nacional de Justiça e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
Domitila Manssur contou que a campanha Sinal Vermelho surgiu devido ao aumento da violência contra as mulheres na pandemia. Embora o número de notificações e de medidas protetivas tenha diminuído na ocasião, os registros de mortes de mulheres aumentaram. “Nós associamos essa subnotificação com a dificuldade das mulheres em denunciar agressões por estarem mais próximas de seus agressores, em virtude do isolamento social.”
A conselheira da Apamagis ressaltou que esse não foi um problema exclusivo do nosso país. Na Índia, segundo ela, as vítimas usam um ponto vermelho na palma da mão para chamar a atenção, sinal adaptado para um “X” vermelho na campanha contra violência doméstica no Brasil. “Nós adaptamos essas ações ao contexto brasileiro e tivemos, no início, as farmácias como grandes aliadas. Me parece que deu certo. A população se aproximou do sistema de Justiça e recebeu bem a campanha.”
Domitila Manssur destacou que a campanha Sinal Vermelho é de responsabilidade social e de solidariedade, o que coloca toda a sociedade como rede de proteção das mulheres. “É muito importante que a sociedade entenda, saiba ouvir, saiba compreender uma mulher vítima de violência. Ela precisa de acolhimento da sociedade e da ação do Estado.”
Para aquelas vítimas que não conseguem nem sequer sair de casa, a juíza lembrou o quão importante é a participação de toda a sociedade. Ela contou que aumentou significativamente a quantidade de entregadores que ajudaram vítimas a denunciar a agressão. “A Polícia Militar de todo o Brasil está preparada para receber essa denúncia, seja pela mulher, seja por um farmacêutico, seja por um entregador. A polícia vai até o local do ocorrido, se for necessário, e encaminha a vítima às Delegacias da Mulher para que ela seja atendida pela equipe especializada.”
Na entrevista, Domitila Manssur também falou do diálogo que foi estabelecido com a Assembleia Legislativa de São Paulo e citou a participação ativa da presidente da Apamagis, Vanessa Mateus, nessa interlocução com o parlamento paulista. “Fomos recebidas pelo presidente da Alesp [Carlão Pignatari], que se prontificou a aderir a nossa campanha e estimular ações que contribuam para a divulgá-la e fortaleçam o acesso das mulheres à Sinal Vermelho, não só para denunciar, mas para que toda a sociedade tenha conhecimento dos efeitos da violência contra a mulher e que também apoie as vítimas nessas situações”, apontou a conselheira da Apamagis.
Assista aqui a íntegra da entrevista
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