Pianista Olga Kopylova e violonista Yuri Rakevich emocionam o público da Apamagis em recital inédito

16 de abril de 2026

A pianista uzbeque Olga Kopylova e o violinista russo Yuri Rakevich emocionaram o público que acompanhou o recital “Miniaturas”, realizado no sábado (11/4), na sede social. Houve choro, emoção e aplausos efusivos. Foram apresentadas de forma inédita as 12 Valsas de Esquina do compositor brasileiro Francisco Mignone (1897-1986) transcritas pela dupla para o formato piano e violino. O repertório também contou com miniaturas de compositores consagrados, de outras nacionalidades. Ao final, o público aplaudiu em pé. Houve três bis. O mesmo recital será apresentado no Teatro Cultura Artística em 31/5.

A abertura do evento foi feita pela Diretora da Apamagis Cultural, Danielle Martins Cardoso. “Esta apresentação é um presente para a Apamagis”, disse. Em seguida, agradeceu à Juíza Daniela Graciotto pelo empenho tanto em viabilizar o recital como a Masterclass de piano, pelo segundo ano consecutivo. Daniela Graciotto, que é Coordenadora da Apamagis Mulher em Ribeirão Preto, anunciou que a Masterclass 2026 passa a contar com o eixo popular, além do erudito, e que haverá uma apresentação desses alunos no próximo semestre.

O recital “Miniaturas”, como o próprio título indica, foi formado por miniaturas, gênero de peças de curta duração, que podem ter grande profundidade expressiva, poética e técnica. A pianista Olga Kopylova explicou ao público que ela e Yuri Rakevich vêm trabalhando há anos com repertório de miniaturas para violino e piano, e já gravaram dois álbuns dentro dessa proposta, disponíveis nas plataformas digitais.

A ideia de criar arranjos para violino e piano das Valsas de Esquina, de Mignone, surgiu da ausência desse tipo de peça no Brasil, e porque já havia uma única transcrição de obra desse compositor para o formato, a Valsa nº 2. Essa adaptação de todas as 12 valsas jamais foi realizada no mundo. E o público da Apamagis foi o primeiro a ouvi-lo ao vivo.

“Nós vamos tocar as Valsas número um e dois e depois vamos tocar uma peça de um compositor consagrado europeu, justamente para mostrar que o Mignone e a música brasileira estão no mesmo nível artístico e composicional, em todos os sentidos”, explicou Olga Kopylova.

A pianista ainda sugeriu que eventuais aplausos fossem feitos ao final da execução de cada três músicas – e é praxe nas salas de concerto haver o momento certo dos aplausos – mas não foi bem o que aconteceu. E não porque a plateia não entendeu, mas porque a primeira música, a valsa nº 1, já arrebatou a plateia, que respondeu com aplausos efusivos. O mesmo aconteceu após a segunda, a terceira, e Olga Kopylova sorriu, dizendo que não seria preciso fazer as pausas.

Daí em diante, todas as músicas foram aplaudidas logo após serem tocadas. O público, que reunia de criança a idosos, acompanhava cada execução de forma compenetrada. Alguns não conseguiam conter as lágrimas. Ao final, todos aplaudiram e pé e pediram bis. Olga Kopylova tinha um bis programado, caso fosse solicitado. Mas, a pedidos, foram tocados três.

Emoção

Uma das pessoas que se emocionaram na plateia foi a artista plástica Simone Buettner. “Eles tocam com a alma”, disse. Ela tentou continuar a entrevista, mas foi tomada pela emoção: “Eu me emociono de novo”, falou, levando a mão à boca enquanto lágrimas caíam.

“Achei muito interessante que a Olga Kopylova tinha pedido para não aplaudir no meio das peças, só após cada três, mas foi tão sublime, tão divino que ninguém se conteve e aplaudiu depois de cada música tocada”, disse a Juíza Cristina Mogione. “Foi uma experiência indescritível, espetacular. A música enternece o coração”.

A Desembargadora Maria Cristina Zucchi, que também é pianista, disse que apreciou todas as peças executadas. “A competência deles é maravilhosa. É perfeito, não tem esbarrão, não tem nada” avaliou.

“Foi encantadora a apresentação, e desejo que seja a primeira de inúmeras. Acho que precisaria montar um esquema para eles se apresentarem pelo menos uma vez por mês, uma vez cada dois meses, e trazer essa maravilha de conhecimento, de potencial musical maravilhoso”.

A quem nunca viu esse tipo de recital, Maria Cristina Zucchi recomendou: “Venha, desligue-se da realidade, sonhe, fique nas clouds [nuvens], que você vai ficar maravilhosamente bem”.

Na visão de Maria Soares de Mello Neto, da boutique da Apamagis, o recital foi um presente: “Não costumo acompanhar concertos, mas este eu super recomendo. Parece um sonho mesmo”.

A pensionista Manuela Aguiar disse que a Apamagis Cultural está de parabéns pela iniciativa. “Acho que a Apamagis deveria incentivar mais esse tipo de atividade aqui na associação porque é um presente para a gente, e música só faz bem, além de unir todas as pessoas de maneira igual”.

“Nunca tinha visto algo parecido de tanta qualidade artística”, disse a associada Regina Mendonça. “Foi uma iniciativa maravilhosa trazer essa pianista e esse violinista. Foi algo notável aqui na associação, e a música nos transportou para um mundo diferente. Realmente foi muito lindo. Todos com quem conversei se disseram deslumbrados com a apresentação”.

A Juíza Daniela Graciotto disse, após o evento, que a ideia é promover novos recitais e outros projetos. “A música nos possibilita transcender, viver um momento em que deixamos as preocupações de lado e conseguimos elevar um pouco os nossos pensamentos, nosso espírito”, disse. “Além disso, um recital como este fortalece os laços associativos, pois é uma oportunidade de encontrar os colegas, é um momento de união”.

Clique nos links abaixo para ouvir um dos arranjos de Yuriy Rakevich e Olga Kopylova para as valsas de Mignone:

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