“A elegância do Ouriço”, obra de Muriel Barbery, busca a beleza da vida e do eterno

13 de março de 2024

O Clube de Leitura da Apamagis discutiu, no dia 5/3, a obra “A elegância do Ouriço”, da escritora franco-marroquina Muriel Barbery. O encontro contou com palestra da escritora e pesquisadora Ana Rüsche e mediação da juíza Danielle Martins Cardoso.

A próxima reunião do Clube de Leitura da Apamagis, no dia 2/4, analisará o livro Otelo, de William Shakespeare, com a participação da palestrante Elizabeth Cardoso, escritora, professora com pós-doutorado em Literatura e Crítica Literária na PUC-SP. A juíza Renata Manzini será a mediadora dos debates.

A obra debatida no início de março, “A elegância do Ouriço”, narra o drama da adolescente Paloma, que teme ser rejeitada na escola em razão de sua inteligência excepcional. Rebelde, a jovem não aceita testemunhar tanta injustiça e toma decisões extremas: incendiar o apartamento antes de se suicidar aos 13 anos de idade.

Mas tudo isso antes de conhecer Renée, faxineira de 54 anos e uma autodidata em literatura e filosofia que também escondia suas qualificações para não constranger as pessoas e manter o emprego. À relação de Renée e Paloma se soma à chegada do bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.

Segundo Rüsche, em “A elegância do Ouriço” a autora dá muita visibilidade às pessoas que não são vistas pela sociedade. “O livro fala muito do visível e do invisível. Quem são as pessoas que Renée gosta? O bêbado da esquina, um morador de rua, a faxineira portuguesa, sua melhor amiga…Ela vê o que as pessoas não enxergam”, afirma a palestrante, doutora na área de Estudos Linguísticos e Literários pela USP.

Rüsche aponta ainda, como “motor” do livro, uma busca pela beleza; a beleza da vida, pelo eterno: “Temos duas pessoas. Uma de 12 anos, e outra de 54 anos, o que na poesia vamos chamar de ‘idade da inocência e da experiência’. Paloma percebe que, quando vivemos um momento muito intenso, de muita beleza e emoção, nossa sensação cronológica se expande, perdemos a noção de tempo.”

Muriel faz referências no livro a muitas manifestações da arte: pintura, música, da cultura popular e, entre elas, o cinema.  Aliás, em 2009 a obra foi adaptada para o cinema, pela diretora Mona Achache, sob o título “Le hérisson”.  “A ideia desse livro é, justamente, abrir para a possibilidade de gostar, abrir o coração para outras coisas. Como Renée, todas nós podemos ser autodidatas”, afirma a palestrante.

O Clube de Leitura da Apamagis tem parceria literária com o Ipam (Instituto Paulista de Magistrados) e a Academia Paulista de Letras.

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